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Cidades

Jardim da Penha completa 74 anos de projeto modernista

Bairro planejado a partir de antiga fazenda reúne hoje cerca de 45.400 moradores e é o segundo mais populoso de Vitória.

O traçado viário de Jardim da Penha, segundo bairro mais populoso de Vitória com cerca de 45.400 moradores, completa 74 anos de concepção. A área urbana começou a ser desenhada na década de 1950 sobre o terreno da antiga Fazenda Mata da Praia.

Aprovado pela Prefeitura de Vitória em 1952, o projeto dos empresários Creso Euclides e Manuel Pinto dividiu a gleba em 13 quadras e aproximadamente 1.400 lotes. O desenho adotou avenidas diagonais que convergem para praças, inspirado no modelo conceitual de cidades-jardim do urbanista inglês Ebenezer Howard.

O terreno original, conhecido como Sítio Queiroz, havia sido registrado em 1891 pelo capitão Justiniano Azambuja Meyrelles. Décadas depois, o comerciante Ostilho Ximenes tentou criar um loteamento de veraneio no local após a entrega da Ponte da Passagem, entre 1927 e 1930, mas o plano não avançou.

A ocupação acelerou a partir de meados dos anos 1960 com a instalação do Porto de Tubarão, a expansão de grandes indústrias e a criação do campus universitário de Goiabeiras. Financiamentos habitacionais do Inocoop-ES e do Banco Nacional da Habitação impulsionaram a construção civil, que entregou 1.136 apartamentos em prédios de quatro andares entre 1970 e 1975.

A infraestrutura viária acompanhou a expansão com a abertura das avenidas Fernando Ferrari e Dante Michelini. O acesso ao restante da capital também foi ampliado pelas pontes de Camburi, inaugurada na década de 1960 e duplicada em 1981, Ayrton Senna, em 1996, e pela estrutura estaiada da Ponte da Passagem, entregue em 2009.