A Comissão do Sistema Prisional do Conselho Nacional do Ministério Público e o Ministério Público do Paraná realizaram uma série de debates, capacitações e visitas técnicas sobre segurança pública e gestão penitenciária no estado.
A programação avaliou a proposta da Central de Regulação de Vagas, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça para conter a superlotação carcerária. O modelo prevê a integração de dados e a cooperação entre Executivo e Judiciário nas decisões de ingresso e transferências de presos.
A comitiva percorreu quatro estruturas em Piraquara: a Casa de Custódia, a Central de Monitoramento Eletrônico, a Penitenciária de Integração Social e o Centro de Integração Social Feminino. Membros do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública acompanharam as inspeções.
Nos dias 24 e 25 de setembro, a Escola Superior do Ministério Público paranaense sediou o workshop de gerenciamento de crises e gestão de riscos no sistema prisional. O treinamento reuniu policiais civis, militares, penais e promotores, sob condução do promotor Edmundo Reis Silva Filho.
Durante o evento, a presidente da comissão, conselheira Ivana Cei, defendeu a prevenção de conflitos. "Uma crise raramente começa no momento em que ela se torna visível", afirmou. Segundo ela, rebeliões representam o desfecho de vulnerabilidades e sinais não tratados previamente.
O promotor Alexey Caruncho pontuou que o Paraná conta com mais de uma centena de unidades prisionais, o que amplia a necessidade de articulação institucional com as forças policiais. A qualificação técnica também foi destacada pelo corregedor-geral do Ministério Público do Paraná, Ney Roberto Zanlorenzi.
Na sexta-feira (25/9), os integrantes do projeto visitaram o Tribunal de Justiça do Paraná. No encontro com o 2º vice-presidente da corte, desembargador Fábio Dalla Vecchia, foram detalhadas ações locais de ressocialização de detentos e de práticas restaurativas.
A iniciativa faz parte do projeto CSP Presente, voltado a percorrer unidades do Ministério Público em todo o país para analisar o sistema carcerário e o controle da atividade policial.
