O Papa Leão XIV encerrou sua viagem à França nesta segunda-feira (28/09) com uma missa para 35 mil pessoas na Catedral de Metz. O pontífice aproveitou a celebração para fazer um apelo pela paz e pela união no continente europeu.
Durante a homilia, o pontífice usou a arquitetura e os vitrais medievais do templo histórico como metáfora. Ele afirmou que as cicatrizes deixadas pelas guerras do passado recente devem se transformar em aberturas para a luz e defendeu que o futuro da Europa depende da harmonia entre as diferenças, sem a imposição de uniformidade.
Ao citar a obra "A Cidade de Deus", de Santo Agostinho, o líder católico recordou o conceito de paz como a tranquilidade da ordem, na qual a sociedade valoriza e respeita a dignidade humana. Ele destacou que esses valores morais e espirituais serviram de alicerce para a Europa antes mesmo das decisões econômicas.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama Brigitte assistiram à missa na primeira fileira de bancos. Parte do público acompanhou a cerimônia por meio de telões instalados nas ruas ao redor da catedral.
A escolha de Metz carrega peso histórico para a mensagem de integração. Situada no nordeste francês, a cerca de 40 quilômetros do triponto de fronteira com Alemanha e Luxemburgo, a região sofreu anexações pelo Império Alemão e pela Alemanha Nazista, além de ter sido o lar de Robert Schuman e berço do canto gregoriano.
