O Vaticano busca pela primeira vez uma indicação ao Oscar com a produção de "Green Lava", documentário de 39 minutos sobre a trajetória do jovem italiano Giacomo Mattivi.
A obra aborda a rotina de Mattivi, de 25 anos, que tem distrofia muscular de Duchenne. Ele presenciou a morte do irmão mais velho pela mesma enfermidade, decorrente de uma crise respiratória.
A direção é de Lia Beltrami em parceria com Ali Aksu. A produção envolveu a empresa Emotions to Generate Change em conjunto com a Vatican News e a Vatican Media.
Para cumprir os requisitos de qualificação da premiação, o curta foi exibido no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills, na Califórnia, entre 18 e 24 de setembro. A disputa ocorre na categoria de Melhor Documentário de Curta-Metragem, que aceita inscrições independentes sem a exigência de indicação formal por comitê nacional.
As filmagens ocorreram na região das Dolomitas, cadeia de montanhas no norte da Itália onde o jovem mora. O enredo retrata a perda de mobilidade de Mattivi, que usa cadeira de rodas, move apenas as mãos e a cabeça e depende de ventilação mecânica por longos períodos.
Estudante de sociologia, ele prepara a tese de conclusão de curso sobre a morte. Beltrami afirmou à ACI Prensa que o jovem busca "falar sobre uma realidade que é tabu em nossa sociedade, considerando tanto o que pode haver além da morte quanto o que acontece antes de alcançá-la".
A diretora detalhou que a história também expõe os desafios enfrentados pela família para cuidar de dois filhos com a mesma condição clínica, com tarefas rotineiras que demandam horas de assistência.
