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Cidades

Equidade racial avança nas redes municipais do Nordeste, aponta MEC

Diagnóstico mostra que média geral da região subiu 10,2 pontos no primeiro biênio do programa nacional

A média geral das ações de equidade racial nas redes municipais de ensino do Nordeste subiu de 27,3 pontos em 2024 para 37,5 em 2026, segundo o Diagnóstico Equidade divulgado pelo Ministério da Educação.

O avanço de 10,2 pontos reflete o primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), conduzida pelo ministério em regime de colaboração federativa.

Entre os indicadores avaliados, o índice de institucionalização cresceu de 38,6 para 59,2 no período. A alta aponta para o fortalecimento da gestão local, com secretarias municipais criando áreas dedicadas a coordenar medidas de enfrentamento ao racismo na educação básica.

O levantamento registrou ainda expansão no quesito financiamento, que saltou de 25,0 para 47,0 pontos, e no setor de avaliação e monitoramento, que avançou de 46,8 para 63,7. O segmento de formação foi de 20,1 para 30,7, o de material didático subiu de 28,0 para 33,4 e o de gestão alcançou 29,4 ante os 27,0 verificados em 2024.

Elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), o relatório reuniu 44 perguntas com notas de 0 a 100 respondidas por gestores de estados, municípios e Distrito Federal, cobrindo relações étnico-raciais e educação escolar quilombola.