O estresse psicológico motivou 28,6% dos 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil em 2024. O dado do Ministério da Previdência Social coloca a condição como a principal causa dentro dessa categoria no país.
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com estresse crônico. O quadro ocorre quando a sobrecarga psíquica dura semanas ou meses seguidos, deixando de ser apenas uma reação temporária do organismo a eventos específicos.
Médicos alertam que a permanência desse estado desregula o sistema neuroendócrino e mantém altos os níveis de cortisol. Em excesso, esse hormônio compromete a imunidade, altera o sono e eleva a gordura visceral, o que intensifica o risco de diabetes, obesidade e distúrbios na tireoide.
O estresse contínuo também atinge o coração ao provocar inflamação crônica e elevar o colesterol ruim (LDL), responsável pela formação de placas de aterosclerose nas artérias. O processo restringe o fluxo sanguíneo e amplia a probabilidade de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
A liberação de adrenalina e noradrenalina acelera os batimentos cardíacos e sobe a pressão arterial. Especialistas recomendam buscar atendimento médico imediato diante de queixas como dores no peito, falta de ar, taquicardia ou tonturas, para descartar arritmias, hipertensão e insuficiência cardíaca.
Para conter o esgotamento, profissionais indicam a prática semanal de 150 minutos de exercícios físicos moderados, como caminhadas, natação ou pilates. Atividades curtas de alongamento de 10 a 15 minutos já reduzem a tensão muscular e auxiliam no controle hormonal.
A prevenção inclui ainda a manutenção de sete a nove horas regulares de sono, redução no uso de telas e momentos de lazer. Especialistas desaconselham o uso de álcool, comidas gordurosas e automedicação como alívio rápido, além de orientarem a imposição de limites no trabalho para evitar a sobrecarga de tarefas.
