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Cidades

TRF4 debate neurodivergência e capacitismo no Poder Judiciário

Pesquisa apresentada no evento mostra que quase 95% dos profissionais da Justiça cobram capacitação para atender pessoas com deficiência.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região realizou um webinário para debater o acolhimento à neurodivergência e o combate ao capacitismo no Judiciário. O encontro virtual reuniu 91 participantes na última sexta-feira (25/09).

A juíza federal Katia Herminia Martins Lazarano Roncada, do TRF3, ministrou a palestra principal. Durante a apresentação, a magistrada destacou pesquisas apontando que 94,96% dos juízes, servidores e advogados avaliam como necessária a realização de capacitações para atender pessoas com deficiência.

Segundo a palestrante, ações restritas à solidariedade e empatia não são suficientes, pois frequentemente infantilizam e retiram a autonomia dessas pessoas. Ela defendeu que a garantia de direitos e o uso do desenho universal são os caminhos para assegurar visibilidade e protagonismo.

Katia também abordou a convivência com pessoas neurodivergentes no ambiente institucional. "O autismo não é falha, mas diferença - e sua afirmação é parte do exercício pleno da cidadania", afirmou a juíza federal.

A atividade serviu como preparação para uma nova rodada de conversas agendada para quarta-feira (30/09), em referência ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado em 21 de setembro. A programação incluiu a apresentação da música "Espectro", composta pelo servidor da Justiça Federal Rômulo Chaves.