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Economia

CEO do Inter aponta educação financeira como gargalo do Brasil

Alexandre Riccio prevê até dois cortes na Selic este ano, mas condiciona juros baixos ao equilíbrio fiscal.

A baixa educação financeira e os níveis reduzidos de poupança travam o crescimento econômico do Brasil, afirmou o CEO Brasil do Inter, Alexandre Riccio, durante evento do setor financeiro em Belo Horizonte.

A declaração ocorreu na segunda edição do Inter Invest Summit, realizada no último fim de semana. Riccio comparou a situação brasileira com a da China, que registra uma taxa de poupança superior ao dobro da nacional.

O executivo defendeu a disciplina de poupar antes de realizar gastos e transformar as aplicações em rotina. Para ele, o mercado dispõe de alternativas para variados perfis, incluindo planos de previdência com menor liquidez para quem tem dificuldade de manter o controle.

No cenário macroeconômico, Riccio avalia que o Banco Central ainda tem margem para aplicar mais um ou dois cortes na taxa Selic neste ano. A estimativa baseia-se em indicadores econômicos recentes, como o registro de inflação negativa no mês de agosto.

Uma redução permanente dos juros depende de equilíbrio nas contas públicas e de investimentos em infraestrutura e educação. "A gente vai depender de um fiscal mais organizado para os próximos períodos", disse Riccio, sem descartar novas altas da Selic se o quadro fiscal se deteriorar.

O executivo apontou ainda que o período eleitoral leva investidores a manter recursos em liquidez enquanto aguardam os rumos fiscais do país. Nesse intervalo, os rendimentos atrelados ao CDI continuam atrativos para estratégias de curto prazo.