O Banco Central revisou nesta segunda-feira (28/9) o déficit nas contas correntes do Brasil em 2025 de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões.
O acréscimo no saldo negativo decorre principalmente da conta de serviços, cujo rombo avançou de US$ 50,6 bilhões para US$ 52,2 bilhões. No sentido oposto, o déficit da renda primária recuou de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.
Apesar da piora nas transações correntes, o Investimento Direto no País (IDP) em 2025 totalizou US$ 85 bilhões, superando a leitura preliminar de US$ 77,7 bilhões. Com o ajuste, a proporção do déficit em relação ao PIB passou para 2,96%, enquanto o IDP representou 3,73% do produto.
A autoridade monetária também corrigiu as estatísticas do setor externo de janeiro a julho de 2026. O déficit corrente acumulado no intervalo subiu de US$ 36,0 bilhões para US$ 38,5 bilhões, e a entrada líquida de IDP passou de US$ 54,4 bilhões para US$ 57,0 bilhões.
No recorte dos primeiros sete meses deste ano, o superávit da balança comercial caiu de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões em decorrência de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as contas de serviços e de renda primária registraram déficits de US$ 33,5 bilhões e US$ 49,9 bilhões, com saldo negativo de US$ 40,5 bilhões na conta financeira.
No acumulado em 12 meses até julho de 2026, o déficit externo diminuiu de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões. O volume de IDP registrado para a mesma janela foi ajustado de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.
