Pesquisadores da Universidade de São Paulo criaram a Escala de Autoeficácia para Pesquisa Científica. O instrumento avalia o nível de confiança de estudantes de mestrado e doutorado na execução de tarefas acadêmicas.
A ferramenta foi elaborada por Rafael Lima Dalle Mulle durante seu doutorado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP. O trabalho contou com orientação da professora Fabiana Maris Versuti, supervisão de Diana Aguiar Vieira e colaboração de José Egídio Oliveira, pesquisadores de Portugal.
O questionário permite que orientadores e programas de pós-graduação identifiquem dificuldades e planejem intervenções formativas específicas. Na versão final, os próprios pós-graduandos respondem a 25 itens com notas de um a sete, avaliando etapas que vão da elaboração de hipóteses e análise de dados até a defesa de dissertações ou teses.
A validação da escala contou com a participação de 444 estudantes brasileiros, com média de idade de 31,4 anos. Desse total, 218 eram doutorandos, 203 cursavam mestrado acadêmico e 23 realizavam mestrado profissional, com 306 deles matriculados no Estado de São Paulo.
O instrumento divide as competências científicas em cinco fatores: elaboração do projeto, revisão de literatura, pensamento crítico com conciliação de atividades, análise e tratamento de dados, além de divulgação e defesa. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Paidéia.
