O combate às fraudes no etanol precisa atingir usinas e distribuidoras para recuperar a confiança dos motoristas, defendeu o presidente da Brasilcom, Abel Leitão, nesta segunda-feira (28/9).
A declaração ocorreu durante a 9ª Conferência NovaCana. Segundo o dirigente da Associação das Distribuidoras de Combustíveis, o mercado irregular afeta diretamente o etanol hidratado e cria resistência ao consumo do biocombustível.
"Como todas as boas famílias, nós temos bons e maus distribuidores, temos boas e más usinas que estão envolvidas nesse conluio", afirmou Leitão. Para ele, as experiências ruins nos postos afastam novos abastecimentos.
Para frear a adulteração, o dirigente defendeu antecipar a adoção da monofasia tributária, modelo que concentra a cobrança de impostos em uma única etapa da cadeia, sem aguardar o cronograma integral da reforma tributária.
Leitão também apontou a necessidade de atender às exigências técnicas de diferentes motores, relatando ter enfrentado falta de gasolina premium na rodovia Presidente Dutra. Ele ponderou, contudo, que multiplicar opções de combustíveis nas bombas seria um "pesadelo para a distribuição" devido à complexidade logística.
